Transtornos alimentares estão entre as condições de saúde mental com maior mortalidade. São condições sérias que envolvem saúde física e psicológica — e têm tratamento eficaz quando identificados precocemente.
Restrição intensa da ingesta calórica com medo intenso de ganhar peso e distorção da imagem corporal. A pessoa vê gordura onde há magreza extrema. Alta mortalidade por complicações cardíacas e desnutrição. Afeta principalmente mulheres jovens (12-25 anos), mas também homens e outras idades.
Ciclos repetitivos de compulsão alimentar (comer muito em curto período) seguidos de comportamentos compensatórios (vômito autoinduzido, laxantes, jejum, exercício extremo). Muitas vezes peso é normal — a condição é escondida. Consequências físicas sérias (erosão dental, dano esofágico, desequilíbrio eletrolítico).
Episódios recorrentes de compulsão sem comportamentos compensatórios. A pessoa come grandes quantidades rapidamente, sem fome, com perda de controle e sentimento intenso de vergonha após. Mais comum que anorexia e bulimia. Alta comorbidade com depressão.
Obsessão patológica com comer "saudável" — restrições alimentares progressivas que causam prejuízo social, nutricional e psicológico. Diferente de escolhas alimentares saudáveis pelo nível de sofrimento e impacto na vida.
Predisposição genética (mais comum em gêmeos idênticos), desequilíbrios em serotonina e dopamina, temperamento perfeccionista e ansioso.
Ideal de magreza irreal amplificado pelas redes sociais. Comparação constante e comentários sobre o corpo aumentam vulnerabilidade.
Abuso, críticas sobre o corpo na infância, famílias com rigidez em torno de comida e controle excessivo são fatores de risco importantes.
⚕️ Transtornos alimentares graves requerem equipe multidisciplinar: psicólogo, nutricionista e médico/psiquiatra. Casos graves podem precisar de internação para estabilização clínica.
Reestrutura crenças distorcidas sobre corpo, peso e comida. Trabalha com ativação comportamental, normalização alimentar e prevenção de recaída. Maior evidência para bulimia e TCAP.
Para anorexia em adolescentes, a família é ativada no processo de recuperação — especialmente na restauração do peso. Abordagem de Maudsley com forte evidência.
Regulação emocional (DBT) e aceitação da experiência corporal (ACT) são especialmente úteis quando os comportamentos alimentares servem para regular emoções difíceis.
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